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Prisão de ventre na gravidez: quais as causas e o que fazer?

Entenda porque diversas mulheres sofrem com prisão de ventre durante a gestação e o que fazer para melhorar o quadro

É comum escutarmos que as grávidas sofrem com enjoos nos primeiros meses da gestação. Mas outro quadro que costuma incomodar diversas mulheres na gravidez é a prisão de ventre.

Segundo estudos, uma a cada quatro grávidas tem prisão de ventre, a maioria já no primeiro trimestre1. As queixas incluem dificuldade para evacuar - porque é preciso fazer muita força - e relatos de mulheres que passam dias sem ir ao banheiro. Além disso, mulheres que já sofriam com constipação antes de engravidar reclamam de agravamento dos sintomas durante a gestação2.

Causas da prisão de ventre na gravidez

A constipação, em muitos casos, está relacionada a maus hábitos alimentares, como pouco consumo de fibras e pouca ingestão de água. Esse quadro também é visto durante a gestação, o que pode agravar ainda mais o problema. Segundo pesquisa recente aqui no Brasil, 50% das gestantes não consome a quantidade indicada de fibra por dia, que seria em torno de 28 gramas/dia2.

Há também fatores hormonais. A maior secreção de progesterona, estrógeno e relaxina durante a gestação pode estar relacionada a alterações na movimentação da musculatura intestinal. A progesterona, por exemplo, tem um efeito de inibir um outro hormônio, a motilina, conhecida por estimular a musculatura lisa e a motilidade do trato intestinal. E como os níveis de progesterona aumentam ao longo da gestação, maiores podem ser os efeitos dela sobre a motilina e, consequentemente, na movimentação do intestino2.

Para completar, suplementação com ferro, muito comum no começo da gravidez, queda das atividades físicas e motilidade reduzida do cólon são listados como fatores que podem levar à prisão de ventre em grávidas2.

Prisão de ventre na gravidez: o que fazer?

Como a alimentação desbalanceada pode ser uma das causas da prisão de ventre, geralmente é por aí que começam as medidas para melhorar o quadro. Além disso, também é possível fazer o uso de laxantes na gestação e até na fase de amamentação3, sempre consultando um médico.

Veja dicas de como lidar com a prisão de ventre neste momento:

  • 1. Mais fibras no cardápio Incluir mais fibras na alimentação diária das grávidas costuma ser o primeiro passo para buscar uma melhora na constipação. As fibras, divididas em solúveis e insolúveis, colaboram para um melhor funcionamento do intestino, pois ajudam a estimular o movimento peristáltico e também aumentam o volume das fezes4,5.

    Por isso, vale investir em uma alimentação rica em cereais, leguminosas, hortaliças e frutas, alimentos conhecidos como fontes de fibras.
  • 2. Mais água no dia a dia Aliado à ingestão de fibras é preciso incentivar o consumo de água. Enquanto as fibras aumentam o bolo fecal, a água o torna mais macio e, por isso, essas duas ações devem caminhar juntas. Em diversos casos, um ajuste no consumo de fibras e na ingestão de água já apresenta melhora significativa dos quadros de prisão de ventre2.
  • 3. Pratique uma atividade física Além de mudanças na alimentação, é indicado também deixar o sedentarismo de lado. Pesquisas mostram que aqueles que praticam atividade física regularmente apresentam menos casos de prisão de ventre, isso porque o exercício promove uma melhora na motilidade gastrointestinal2.

    Em casos de mulheres grávidas, o ideal é que elas pratiquem exercícios por pelo menos 30 minutos por dia, pois essa prática pode trazer diversos benefícios6. Entretanto, é importante consultar seu médico para escolher a melhor atividade física para o período.
  • 4. Uso de laxantes Se as mudanças na alimentação e prática de exercício não surtirem efeito, também é possível fazer o uso de laxantes após indicação de um médico.

    Esses laxantes incluem os da classe estimulante, que é o caso de Dulcolax. Trata-se de um medicamento que tem como composto o bisacodil, que age localmente, estimulando o movimento natural do intestino3 e estimulando o processo natural de evacuação7.

    Mas é importante lembrar que estamos falando de mulheres grávidas e, nesse período, é importante procurar um médico antes de tomar qualquer remédio.

Referências

  • 1 - Kawaguti FS, Klug WA, Fang CB. Constipação na Gravidez. Revista Brasileira de Coloproctologia. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-98802008000100007&script=sci_abstract&tlng=pt Acesso em 23 de março de 2021.
  • 2 - Saffioti RF, Nomura RMY, Dias MCG et al. Constipação Intestinal e Gravidez. Femina. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2011/v39n3/a2502.pdf Acesso em 23 de março de 2021.
  • 3 - Trottier M, Erebara A, Bozzo Pina. Treating constipation during pregnancy. Canadian Family Physician. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22893333/ Acesso em 23 de março de 2021.
  • 4. Lambeau KV, McRorie JW Jr. Fiber supplements and clinically proven health benefits: How to recognize and recommend an effective fiber therapy. Journal of the American Association of Nurse Practitioners. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28252255/ Acesso em 23 de março de 2021.
  • 5. Bernaud FSR, Rodrigues TC. Fibra alimentar – ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302013000600001 Acesso em 23 de março de 2021.
  • 6 - Nascimento SL, Godoy AC, Surita FG et al. Recomendações para a prática de exercício físicona gravidez: uma revisão crítica da literatura. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000900423 Acesso em 31 de março de 2021.
  • 7. Dulcolax® (Bula do produto]. Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Disponível em: https://www.dulco.com.br/static_resources/bulas/bula-dulcolax-paciente.pdf Acesso em 23 de março de 2021.

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