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Constipação (intestino preso): o que fazer e como evitar?

Prisão de ventre, constipação ou intestino preso são sinônimos: veja o que é possível fazer para melhorar os sintomas

Quem vai ao banheiro para evacuar menos do que três vezes na semana, tem sensação de evacuação incompleta e principalmente sente que este é um momento difícil pelo fato de as fezes estarem ressecadas, pode estar com constipação intestinal1. Esse quadro também é conhecido pelos sinônimos “intestino preso” ou “prisão de ventre”.

Para minimizar esse desconforto ou até mesmo eliminá-lo é preciso fazer algumas alterações de estilo de vida e, se necessário, usar medicamentos que possam colaborar para o alívio da constipação1,2. Abaixo, veja algumas atitudes benéficas que ajudam a regular o intestino:

Pratique exercícios físicos: o sedentarismo é inimigo de um intestino saudável. Por isso, quem foge da atividade física deve se esforçar para se movimentar ao menos um pouco, diariamente. O exercício físico, embora os mecanismos ainda não estejam completamente elucidados, tem efeito positivo no estímulo do intestino3.

Escolha alimentos que regulam o intestino: quem tem intestino preso deve escolher com cuidado o que coloca no prato. A escolha de alimentos que ajudam a regular o intestino é uma excelente medida, afinal, eles são saudáveis e colaboram para melhorar o problema.

Para isso, procure consumir diariamente frutas como: mamão; caqui; cajá; uva; tangerina e laranja (sempre com o bagaço); abacate; ameixa; kiwi; pera4,5,6,7,8. Na hora das principais refeições, opte por incluir também no prato vegetais como: quiabo; brócolis; vagem; aspargos; couve manteiga; espinafre4,5,6,7,8.

Os grãos também são saudáveis e ótimos para o intestino, como: aveia ou farelo de aveia (ótimas opções para o café da manhã!); ervilha; arroz integral; feijão; milho; gérmen de trigo4,5,6,7,8.

Controle o estresse: medida difícil de tomar atualmente - porém muito necessária -, controlar o estresse pode ajudar no tratamento para a constipação. Se não conseguir reduzir o estresse sozinho, busque alternativas como a psicoterapia, por exemplo9.

Sempre que possível, faça uma pausa no seu dia para respirar fundo e, se gostar, também medite10. Desacelerar no meio de tanta correria é fundamental para manter uma boa saúde mental e intestinal, sem contar nos benefícios para a saúde em geral.

Se hidrate: se hidratar é essencial para ajudar a manter o intestino funcionando corretamente2. Mas lembre-se: exagerar no consumo de água também não ajuda o intestino a funcionar melhor, portanto beba a quantidade certa para o seu biotipo e não fique desidratado2.

Quando necessário, use laxantes: o uso eventual de laxantes pode ajudar a eliminar o desconforto da prisão de ventre11. Dulcolax (bisacodil) é um exemplo, pois ele tem ação ao estimular os movimentos naturais do intestino, ao passo que também aumenta a retenção de líquidos nas fezes. Com isso, as fezes ficam mais moles, fazendo com que a passagem seja mais tranquila, diminuindo o tempo em que elas ficam dentro do intestino11. No entanto, lembre-se de que é sempre importante consultar um médico para entender e investigar a causa da constipação, caso ela persista.

E quando é o bebê ou a criança que está constipado?

Erra quem pensa que a prisão de ventre só atinge os adultos. Bebês e crianças também podem ficar com o intestino preso e se sentirem desconfortáveis com a situação12.

Para isso, é importante observar o que é que pode estar provocando a prisão de ventre nos pequenos. Uma das medidas para ajudar a controlar o problema é treinar a criança a ir ao banheiro e se sentar no vaso sanitário, uma ou duas vezes ao dia12.

Além disso, é preciso prestar atenção na postura dela durante essa intervenção, pois ela precisa ter um apoio nos pés para também aumentar a pressão intra abdominal, que pode auxiliar o intestino a funcionar melhor12. Além disso, é necessário ter cuidado com o psicológico da criança: nada de repreendê-la caso ela não tenha sentido vontade de defecar, pois isso pode atrapalhar as próximas vezes12.

Outra medida é incentivar a prática de atividade física, ou seja, fazer com que a criança se movimente de forma lúdica, em vez de fazer outras atividades parada12.

Uma alimentação balanceada, com frutas, vegetais e grãos também faz parte das estratégias para regular o intestino das crianças12. É importante o acompanhamento do pediatra sempre que a criança estiver constipada.

Referências

  • 1 - Mohammad M. H. Abdullah, Collin L. Gyles, Christopher P. F. Marinangeli et al. Dietary fibre intakes and reduction in functional constipation rates among Canadian adults: a cost-of-illness analysis. Food & Nutrition Research. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4677277/ Acesso em 16 de março de 2021.
  • 2 - Barry M. Popkin, Kristen E. D’Anci, Irwin H. Rosenberg. Water, Hydration and Health. Nutrition Reviews. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2908954/ Acesso em 17 de março de 2021.
  • 3 - Schryver AM, Keulemans YC, Peters HP et al. Effects of regular physical activity on defecation pattern in middle-aged patients complaining of chronic constipation. Scandinavian Journal of Gastroenterology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16028436/ Acesso em 17 de março de 2021.
  • 4 - Villela NB, Rocha R. Manual básico para atendimento ambulatorial em nutrição. Scielo Books. Disponível em: http://books.scielo.org/id/sqj2s/pdf/villela-9788523208998-02.pdf Acesso em 11 de março de 2021.
  • 5 - Lever E, Cole J, Scott SM et al. Systematic review: the effect of prunes on gastrointestinal function. Alimentary Pharmacology & Therapeutics. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25109788/ Acesso em 11 de março de 2021.
  • 6 - Reiland H, Slavin J. Systematic Review of Pears and Health. Nutrition Today. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4657810/ Acesso em 11 de março de 2021.
  • 7 - Smith VW, Dellschaft N, Ansell J et al. Mechanisms underlying effects of kiwifruit on intestinal function shown by MRI in healthy volunteers. Alimentary Pharmacology & Therapeutics. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6590324/ Acesso em 11 de março de 2021.
  • 8 - Bashir A, Sizar O. Laxatives. StatPearls Publishing. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK537246/ Acesso em 11 de março de 2021.
  • 9 - Nogueira GS, Zanin CR, Netinho JG. Cognitive-behavioral intervention in patient with bowel constipation: case report. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872010000100008 Acesso em 17 de março de 2021.
  • 10 - Menezes CB, DellAglio DD. Meditation effects on scientific research in Psychology: literature review. Psicologia: ciência e profissão. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932009000200006 Acesso em 17 de março de 2021.
  • 11 - Dulcolax® (Bula do produto]. Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Disponível em: https://www.dulco.com.br/static_resources/bulas/bula-dulcolax-paciente.pdf Acesso em 17 de março de 2021.
  • 12 - Xinias I, Mavroudi A. Constipation in Childhood. An update on evaluation and management. Hippokratia. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4574579/ Acesso em 16 de março de 2021.

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